Dec
07

Grupo de bioinformática da UNIRIO estabelece convênio com universidade alemã

O Grupo de Bioinformática e Biologia Computacional do Instituto Biomédico da UNIRIO integra projeto aprovado no último edital do Programa Probral, da Capes, que apoia trabalhos desenvolvidos em conjunto por pesquisadores brasileiros e alemães. O Programa viabilizará um convênio de dois anos entre a Universidade Göttingen (Alemanha), a UNIRIO e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), proponente do projeto.

Denominada “Associações funcionais entre Sod1 mutantes, estresse oxidativo e fatores de risco de FALS utilizando biologia computacional, Saccharomyces cerevisiae e linhagens celulares animais como modelos de estudo”, a pesquisa busca investigar alterações em organismos de portadores de esclerose lateral amiotrófica.

Segundo a coordenadora do Grupo, professora Joelma Freire de Mesquita, a doença é causada pela mutação do gene Sod1. “No entanto, há mais de 100 mutações descritas para esse gene”, salientou. “Nosso trabalho é simular essas mutações em computador, para descobrir qual a alteração estrutural que cada uma delas causa na proteína. A partir da maior compreensão da doença, podem surgir novos tratamentos.”

Parceria

O grupo da Universidade Göttingen envolvido no projeto desenvolve pesquisas na área de neurodegeneração – caso da esclerose lateral amiotrófica. O convênio prevê intercâmbio de alunos de doutorado e pós-doutorado entre a universidade alemã e as instituições brasileiras. Os professores também farão viagens para participar de palestras e discussões no Brasil e na Alemanha.

Fonte: http://www.unirio.br/news/grupo-de-bioinformatica-da-unirio-estabelece-convenio-com-universidade-alema

Oct
01

Revista Exame Aponta Bioinformática como Profissão em Alta

Na lista das profissões mais cobiçadas do futuro, a bioinformática começa, enfim, a fazer parte do presente brasileiro. Mas, segundo especialistas, ainda vai levar um tempo para que os profissionais sejam tão demandados por aqui quanto no exterior. Aos bioinformatas é delegada a função de interpretar os fenômenos biológicos a partir de conceitos das ciências exatas e tecnologias de ponta. Por isso, nesse setor, genes, proteínas e códigos de computador transitam no mesmo espaço. “A bioinformática é o estudo da informática dos seres vivos”, define Miguel Ortega, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Por exemplo, há informações nas bases de DNA, padrões que podem significar alguma coisa. Os bioinformatas conseguem interpretá-los”. Não por acaso, essa carreira já é altamente demandada pela indústria farmacêutica e pelo agronegócio. “Nossos principais clientes são empresas que precisam tirar vantagem de dados genômicos para alavancar suas operações”, diz João Meidanis, fundador e presidente da Scylla Bioinformática, que já atuou com empresas como Suzano e Natura. Na Scylla existem seis bioinformatas atualmente. Mas Meidanis explica que ainda não existe um mercado formal para o setor no Brasil. Por enquanto, as grandes contratações são feitas no exterior. Mas eles admitem: não fica sem emprego quem, depois de concluir uma graduação na área de biológicas ou exatas, encarar uma pós-graduação em bioinformática. Para quem quer continuar no Brasil, as universidades ainda são uma boa opção. Mas o professor Ortega acredita que, nos próximos anos, o mercado nacional será bastante propício para o empreendedorismo nessa área. O jeito é começar a se preparar desde já.

Scylla Bioinformática :  http://www.scylla.com.br/